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sábado, 13 de julho de 2013

Capitulo 13 - Rumo ao Paraiso

DEPOIS DE TANTO TEMPO EU VOLTO PARA VOCÊS AMORES. ESPERO NUNCA MAIS IR EMBORA OU TER QUE PASSAR POR TUDO QUE PASSEI. MAS ISSO SÃO ÁGUAS PASSADAS E ESPERO QUE CURTAM AS HISTÓRIAS NOVAMENTE. BEIJOS.



Capitulo 13



O céu estava ficando coberto por uma grossa camada de nuvens escuras de poeira e o ar estava cinzento deixando tudo meio sufocante, era essa a impressão de Fabian enquanto organizava as coisas no quarto de Regina que estavam de pernas para o ar, já que a moça não era um modelo de organização. Gina e Samara estavam no quarto desta ultima aos cochichos.

Com os braços cheios de roupa para lavar desceu para a lavanderia e depois de colocar a roupa na maquina olhou o filho que dormia e foi até varanda olhando para fora onde Jon estava sentado no gramado com Anúbis e esfregava o pelo do cachorro deitado aos seus pés.

Mais nuvens de pó rodopiaram por toda parte e o céu escureceu ao norte.

— Lá vem chuva – disse um senhor alto entrando na varanda.

Seu cabelo era inteiramente branco e o rosto queimado de sol tinha uma rede de rugas, mas os olhos tinham um brilho que ia alem da idade.

— Boa tarde senhor Joaquim.

— Só Quim menino – o velho senhor riu enrugando ainda mais o rosto.

— O senhor acha que vai chover? Mas não há uma nuvem no céu!

— Vai chover sim. No final da tarde – olhou o horizonte – Chuva e muito vento de depois bastante frio. Acredito que não chova mais antes da estação quente – ele piscou para Fabian – Depois de ter vivido tanto tempo quanto eu em uma fazenda você acaba aprendendo há ler o tempo.

— Bem eu acho que esse dom eu não tenho, o máximo que vou conseguir é olhar o site Climatempo na internet.

Seu Quim olhou Jon.

— O menino está triste.

— Seu Laércio proibiu Anúbis de ficar dentro de casa e os dois acabaram por discutir.

— Bem esse bicho tem parte com o diabo mesmo, mas é um dos poucos amigos que Jon tem – olhou Fabian – O garoto nunca foi bom com as pessoas. Ele gosta é de fiar quieto e no seu jardim e eu não acho que isso é uma coisa boa para um adolescente.

— Eu sinto uma grande tristeza nele.

— A morte da mãe afetou a todos. O Laércio está?

— No escritório.

— Licença menino – disse Quim tirando o chapéu e entrando na casa.

Quim conhecia bem a mansão e foi para o escritório do patrão que estava frente ao computador resmungando sobre o preço do café.

— Licença – Quim bateu no batente da porta.

— Oi Seu Quim entre. Você viu o preço do café bebida fina? Teve uma queda de dez por cento! Umas fofocas sobre uma boa safra na Colômbia.

— Com coisa que cê vai ficar mais pobre por causa disso – Quim sorriu de lado para o fazendeiro.

— Acho que a gente se acostuma a resmungar – ele riu – O meu café está estocado esperando que o boato acabe, já que sei que as previsões são de fortes perdas por causa da seca passada e da baixa qualidade do produto.

— Cê não é rico à toa menino. Mas a verdade é que estou preocupado com algo que está acontecendo.

Laércio olhou para o velho rosto do empregado com aquela expressão que ele tinha quando algo muito grave acontecia.

— Por favor, sei Quim, me fale.

— Ouvi algumas fofocas por ai. Tem um grupo de fazendeiros querendo fazer mal aos gays.

— Isso não é novidade, não é mesmo? Desde que mostrei a uma sexualidade para todos esse povo me ameaça.

— Não é você, mas aqueles que não têm tanto dinheiro. Você é um intocável graças ao poder que tem, mas há pessoas que eles podem fazer muito mal como Lucas, Alberto e as crianças, fora os outros que vivem em Altinópolis.

— Será que vamos começar com uma maldita caça às bruxas aqui? – o fazendeiro levantou-se empurrando a cadeira para trás cheio de raiva.

— Não sei o nome de quem está fazendo isso menino, mas queria que falasse com os outros e pedisse para tomar cuidado. Conheço o cabeça dura do Alberto em não querer falar para o marido as coisas ruins, mas isso não é para ser ignorado; você tem mais autoridade nele do que eu.

— Eu vou falar com eles seu Quim, mas fique de ouvidos atentos, sim? Eu podia trazer um detetive, mas ia chamar muita atenção na cidade.

— Eu estarei de orelhas em pé, não se preocupe. Outra coisa, você mandou o Márcio falar com a nova dona da fazenda da fazenda ao lado e foi inútil. Ele brigou com ela e nada se resolveu.

— Brigou?! – Laércio franziu as sobrancelhas – Ela nunca fez isso?

— Ele nunca gostou de ninguém antes, não é?

— O Márcio está arrastando uma asa para dona Lara?

— Na verdade um Boeing inteiro – Quim riu debochado – O que eles fazem de melhor é rosnar um para o outro, mas isso passa com uma boa noite de sexo. Infelizmente não podemos esperar pela transa do casal. Acho que você deveria ir falar com a dona.

— Isso vai ser interessante – disse Laércio sorrindo para ele.

~~***~~

Jon deixou Anúbis correr solto e foi andar para esfriar a cabeça. Chegou para a estrebaria indo para a baia de um belo cavalo negro, um cavalo árabe que ganhara do pai há dois anos. Ele não era um cavaleiro tão bom quanto Regina, mas amava os animais e sempre ia conversar com Serebi, nome que ele deu ao cavalo quando o viu correr pelo pasto, já que serebi em árabe marroquino quer dizer depressa.

Assim que ele chegou perto da baia onde o cabalo estava com o focinho enfiado dentro do comedouro cheio de aveia, Serebi parou de comer e foi até o menino.

— Oi amigão – disse Jon alisando o focinho sujo de aveia do cavalo – Que tal uma caminhada?

O cavalo resfolegou balançando a larga crina como se entendesse ele.

Jon entrou em um quarto onde as celas estavam e pegou a sua e foi selar ele mesmo o cavalo dispensando a ajuda do rapaz que tomava conta das estrebarias.

Quando estava pronto saiu para um picadeiro redondo onde os cavalos eram treinados e abriu a porteira indo para os pastos mais alem da cede da fazenda.

O céu tinha uma estranha cor de chumbo e o ar estava pesado e opressivo. No horizonte ficava mais e mais escuro e ele percebeu que antes do dia acabar iam ter chuva.

— Não vamos longe Serebi – disse ele dando palmadas no pescoço do cavalo – Hoje vai chover.

Jon aproveitou o passeio para esquecer-se da briga que teve com o pai. Era tão injusto ele sempre ficar do lado dos outros, mesmo de Regina que era da idade dele, mas era sempre para ele que vinham as cobranças sobre as coisas. Às vezes o que ele queria era ir embora, deixar de lado toda essa porcaria, mas quando pensava em ficar longe de casa ele sentia o peito apertado.

Sua mãe já partira e o deixara como ele podia ir embora e deixar seu pai e irmãos? Ele já se sentia sozinho afastado de todos se perdesse eles tinha a impressão de que não ia lhe restar mais nada.

Ele respirou fundo gostando do vento que começara a soprar nos seus cabelos e deixou Serebi andar rumo à mata ali perto.

O cheiro úmido da mata logo o atingiu. Umidade, cheiro de mato e algo de mel, já que a pequena mata era conhecida por ter uma grande coleção de orquídeas que deixavam o ar perfumado.

Ele foi ruma ao centro onde ficava um lago. Era pequeno, não mais que três por cinco metros, alimentado por um córrego cristalino que nascia em meio a um monte amoreiras, pés de pitanga e alecrim de quando fora a área fora reflorestada. Em volta havia ipês e paineiras que quando floridas davam um espetáculo.

O pequeno lago era cercado por pedras e uma areia branca e fina e um grande pé de jacarandá mimoso estendia seus galhos por sobre as por sobre o lago e na primavera dava um espetáculo quando suas folhas caiam e eram substituídas por cachos de flores azuis.

Era um local isolado onde Jon costumava ir quando estava precisando ficar sozinho, mas ao ver como o céu escureceu e o vento soprou, ele sabia que não tinha muito tempo antes de voltar para casa ensopado e deu meia volta com Serebi quando um trovão estourou perto dele, tão perto que Jon sentiu a eletricidade correr por ele.

Assustado o cavalo empinou jogando Jon no chão coberto de uma espessa cobertura de folhas e galhos em decomposição e isso foi o que salvou ele de se machucar muito.

— Serebi! – ele gritou para o cavalo, mas este já tinha saído correndo assustado – Seu cavalo medroso!

Ele levantou e percebeu que seu tornozelo doía horrores, mas ele ainda podia andar mancando.

— Merda! – ele gritou e nessa hora o céu pareceu se abrir e derramou chuva sobre ele e a mata.

Mancando ele foi andando e se apoiando, mas a chuva aumentou da intensidade e ventos fortes dobravam as arvores que rangiam à sua volta. Ele tirou o excesso de água do rosto tentando olhar em volta, mas percebeu que tinha se perdido da trilha que costumava usar na mata.

— Maravilha! – resmungou ele olhando para o céu – Uma baita maravilha!

~~***~~

Fabian olhou para a chuva pasmo com toda a água que caia do céu. Trovões ribombavam à distância mostrando que a tempestade estava longe de acabar. Um raio riscou o céu não muito longe e ele se encolheu indo para longe da janela.

— Não fica preocupado – disse Márcio que estava sentando olhando para a mesma pagina da revista há vinte minutos – Essas chuvas podem durar a noite toda, mas logo ela fica mais calma.

— Eu estava pensando no Jon – disse o rapaz esfregando os braços – Quando eu sai da casa ele ainda não tinha chegado.

— Ele já deve ter voltado com esse tempo ou foi parar na casa do Lucas e do Alberto.

— E o que você tem?

— Eu?! Eu não tenho nada! Por quê?

Fabian retirou a revista dele e virou ela mostrando que ele estava lendo de cabeça para baixo.

— Bem, ler de cabeça para baixo é uma forma de exercitar a mente.

O irmão caçula cruzou os braços olhando feio para ele.

— Eu tinha me esquecido o quanto você pode ser chato quando quer algo – ele jogou a revista em cima da mesinha de centro – Eu acabei brigando com a dona da fazenda ao lado. Seu Laércio queria que eu falasse com ela sobre as cercas cortadas, mas foi um desastre com d maiúsculo. A mulher é uma louca insuportável!

— Você não é disso – disse Fabian sentando perto dele – Sempre foi um cara gentil, mesmo que fosse um pouco esquentado. Pelo que você me fala dessa moça ela me parece à bruxa da Branca de Neve.

— Olha ela não é feia nem nada, aliais, ela é bem ajeitada, com um corpão, uns peitos...

Fabian não aguentou e começou a rir.

— Qual é a graça!

— Você está louquinho por ela.

— Que?! – Márcio levantou-se em um pulo – Você nunca viu ela Fabian! A mulher é uma maluca que quase esmagou... ham... uma parte minha, e você me fala que eu estou querendo ela?

— Está.

Márcio levantou o dedo para Fabian contorcendo os lábios, mas mudou de ideia e subiu para o quarto resmungando o quanto o irmão era maluco e xingou ao ouvir a risada dele.


~~***~~

Tremendo de frio, Jon encostou-se a uma árvore tentando ver o caminho por entre as árvores, mas tudo parecia igual ele nunca tinha ido aquela parte da mata. Ele devia ter andado bastante na direção errada já que conhecia os caminhos perto de casa.

Ele devia ter ficado em casa e não feito aquela bobagem, ele devia aprender a encarar as coisas como um adulto e não ficar fugindo. O que seu pai ia falar quando soubesse que ele tinha ido a cavalo para a mata quando ameaçava um temporal? Ele até podia ouvir a voz dele chamando de idiota.

Jon arregalou os olhos vendo Luis perto dele, todo molhado e ofegante. Ele puxava as rédeas de Serebi.

— O que você tem na cabeça Jon? Vento? É o que parece! O que ti deu em ir para esse buraco no meio de um temporal?

— Luis... como?

— Venha – o rapaz estendeu a mão para ele – Vamos sair dessa chuva e eu falo com você.

Jon segurou a mão do outro e mancou atrás dele.

— Você está machucado? – perguntou Luis Ricardo parando e olhando para ele.

— Eu to bem, só dei um mau jeito no pé.

— Suba no cavalo Jon. Forçar só vai piorar.

— Não – ele se lembrou da queda e estremeceu – Acho que é mais seguro ir andando.

— Não vai ajudar nada ficar com medo do cavalo.

— Luis não! – gritou Jon cheio de raiva – Eu não quero subir no bendito cavalo e fim. Me entendeu?

— Alto e claro Jon.

O outro ofegou em meio à chuva que não parava. Estava cheio de raiva, mas não era certo descontar isso na única pessoa que o ajudou.

— Desculpa.

— Esquece e vamos indo.

Caminharam um bom trecho e perceberam que estavam em uma clareira com uma estrada meio escondida no meio do mato. Ao fundo da clareira havia uma casa, uma velha casa de madeira desbotada pelo tempo.

— Será que tem alguém vivendo ali? – perguntou Jon tremendo.

— Eu acho que não, mas pode ser um bom lugar para ficarmos até a chuva parar.

Andaram até a casa. Era pequena, com telhado de telhas de barro e devia ter sido pintada de azul em algum ponto de sua existência. Tinha uma varanda de um lado cheia de poeira e mato, mas era bem coberta e subiram nela junto com Serebi. Luis amarrou ele em uma das colunas da varanda.

Uma porta de madeira estava fechada por um cadeado.

— Isso deve ser um desses ranchos que o povo usa para pescar. Sei que havia alguns na fazenda perto de nós e isso que dizer que andamos bastante.

Jon não estava interessado nisso. O frio parecia que tinha penetrado até os seus ossos e ele batia o queixo. Seu tornozelo tinha um latejar surdo e ele achava que não se agüentaria em pé mais tempo.

Luis Ricardo começou a passar a mão pelas reentrâncias da varanda até que deu com uma chave.

— É isso ai! – ele sorriu para o outro – Eles sempre deixam uma chave reserva por ai.

Luis abriu o cadeado e entraram em um ambiente escuro cheirando a poeira. Com a luz que vinha da porta viram um velho lampião a óleo em cima da uma mesa de madeira que tinha duas cadeiras. Em um canto havia um fogão à lenha, panelas alinhadas na parede, um armário. Do outro lado uma cama com uma velha poltrona, um baú ao pés da cama e uma porta. O chão era de madeira e estalava quando eles andavam.

O rapaz mais velho procurou e encontrou um isqueiro que milagrosamente funcionou e ele ascendeu o lampião e fecharam a porta. Luis foi até a outra porta vendo que era um pequeno banheiro.

— Bem tem água encanada, mas sem energia.

Jon deixou-se cair em uma cadeira e não prestou atenção em mais nada até que percebeu que Luis estava perto dele com um cobertor.

— Jon está cheirando um pouco a poeira, mas é melhor que ficar molhado desse jeito e pegar uma hipotermia.

— Me deixa quieto.

— Quer que eu mesmo tire a sua roupa?

Apesar do frio Jon ficou roxo de vergonha. Lançando um olhar mortal para o outro foi para o banheiro e retirou a roupa molhada e com lama e embrulhou o corpo no cobertor. Voltou para a cozinha/sala e encontrou Luis só de calça tentando ascender o fogão.

Jon tentou, sem sucesso, desviar seu olhar do peitoral definido do outro. Luis tinha belos músculos, a pele cor de chocolate dava vontade de lamber para saber o gosto.

Quando o outro virou-se para ele Jon olhou em volta procurando esconder o embaraço.

— Se conseguir ascender o fogo podemos tentar secar as roupas e esquentar um pouco, confesso que não sou fã de frio.

Pouco depois o outro conseguiu que os gravetos pegassem fogo e ele colocou alguns galhos secos que estavam perto do fogão.

— Graças a Deus – gemeu Jon chegando perto do fogo para se aquecer.

Luis olhou para ele com os olhos castanhos indecifráveis e pegou uma cadeira colocando perto do fogo.

— Senta ai Jon. Eu vou olhar o seu pé.

— Eu to bem.

— Você fez curso de teimosia hoje?

— Será que da para me deixar em paz! – o outro explodiu cheio de raiva – Primeiro o meu pai, depois a porcaria do cavalo e agora você me atormentando! Eu to de saco cheio!

— Que tipo de droga você andou fumando? Você não é assim Jon!

— Esse é o problema Luis! Eu sou um bobo idiota que fica pelos cantos sentindo pena de mim, aceitando tudo o que os outros falam e tentando ser o melhor possível. Para que? Para meu pai brigar comigo por causa do meu cachorro? A única coisa que é minha de verdade? A única coisa pela qual briguei na minha vida? – Jon apontou o dedo para ele – Eu estou cansado de ser o Jonathan idiota, o bonzinho, o bobão!

— E quem disse que você é isso Jon? – Luis não acreditava que o menino tinha essa visão de si mesmo.

— Sabe o que é pior? A única pessoa que me acusa de ser assim sou eu mesmo e não tem como escapar de você mesmo Luis!

— Parece que você tem uma visão muito ruim de si mesmo Jon. Eu nunca ti vi assim e tenho certeza que as pessoas que ti conhecem também não. Brigar com os pais faz parte. Acha que eu nunca brigo com meus pais?

— Isso é para me fazer sentir melhor? – havia sarcasmo na voz do rapaz – Não ajudou muito.

— Eu não estou a fim de continuar a brigar com você Jon – Luis se virou para o fogão – Bater a cabeça na parede só vai doer em você.

Jon sabia que estava sendo um imbecil ao descontar em Luis sua raiva, mas estava cansado de se desculpar com todo mundo, até parecia que a sua existência era uma grande desculpa.

— Como me achou? – perguntou mudando de assunto.

— Eu vi você sair – ele o olhou de esguelha – Esperei e o tempo mudou e resolvi andar até a mata foi quando ouvi o trovão e logo depois vi o cavalo correndo. Consegui segurar suas rédeas e o acalmar e fiquei preocupado que você tivesse caído do cavalo e se machucado.

— Obrigado por se preocupar comigo.

— De nada. Agora vai deixar eu olhar o seu pé?

Jon deu um longo suspiro, mas sentou na cadeira puxando a coberta para longe do pé que estava ficando bem inchado.

— Pelo visto você só torceu, mas eu não sou médico nem nada. Assim que sairmos daqui é melhor ir ao hospital.

— Não está doendo tanto assim.

— Meus pais vão me matar – Luis passou a mão pelos cabelos negros e encaracolados – Eu nem mesmo avisei onde estava indo.

— Não sei se o meu vai notar que sumi.

— Ele é seu pai Jon – Luis o olhou com uma mirada séria – Ele vai notar.

O rapaz virou o rosto olhando para o fogo e pensando no problema que havia se metido.  

  

  






sábado, 22 de junho de 2013

Desculpas amores!


 QUERIDA, VOLTEI!!!!!!!!!!!!!!!



Pessoal eu nem sei como começar a me desculpar. Esses dias em que passei afastada foram os piores da minha vida. A faculdade, que em pleno ultimo ano, eu perigava em perder a bolsa e no meu trabalho onde tive que enfrentar novos desafios que acabaram por me sobrecarregar. Acima de tudo isso houve a minha saúde e isso, acredito, foi, e está sendo o mais grave de todos.
Com a faculdade, depois de me esforçar o máximo, eu passei na matéria que estava de DP (nota - e não tem nada a ver com a minha área que é a psicologia), no trabalho, mesmo exausta além da conta, eu estou tentando, mas é a minha saúde que agora me preocupa.
Eu tenho um grave problema nas articulações o que provoca os seu desgaste progressivo o doloroso, mas eu conseguia ir levando. Todavia desde o inicio do ano as dores vem piorando e cerca de um mês para cá eu tenho percebido que tudo está bem pior.
Minha perna direita é a mais afetada, ela tem o fêmur já bem comprometido o que é um entrave para que possa andar, mas agora ela tende a endurecer e ter espasmos tão dolorosos que eu grito de dor. Nada na minha vida me preparou para isso, para uma dor tão profunda que você não pensa em mais nada, nem mesmo em respirar.
Tudo isso fez com que eu apenas quisesse ficar quieta em um canto longe de tudo e todos.
Ontem eu tive tempo para pensar e descansar pela primeira vez em muito tempo e percebi que não adianta ficar entocaida na minha cama sentindo pena de mim mesma, esse nunca foi o meu estilo. Cada vez que um muro era colocado diante de mim eu sempre dava um jeito de subir por ele e não vai ser esse muro que vou parar!
Estou aqui hoje para dizer para vocês que estou voltando ao blog e faço isso por cada um de vocês que iluminam o meu dia ao ler e ao comentar. Saibam que me sento maravilhosa quando comentam algo que escrevi e espero que vocês continuem a ler depois de tanto tempo.
Obrigada por não me abandonarem.
Vou atualizar o mais rápido possível, só preciso tirar as teias de aranha da minha cabeça.
Beijos e todos e mais uma vez obrigada!

sábado, 6 de abril de 2013

O Escravo II - Capitulo 8 Owen

Capitulo 8 - Owen




Sindria segurou Kalem que ia pular nele quando a tela de comunicação ascendeu mostrando um rosto que fez Andrew sorrir.


Na tela grande Andrew via o rosto sério de Owen, seu sobrinho e filho mais velho de Valdi, Frey e Gwidion.

— Olá tio – disse ele olhando feio para o outro – O que o senhor está fazendo aqui?

— Um tio não pode sentir saudades de seu sobrinho?

Owen revirou os olhos. Agora era um homem alto, com cabelos ruivos estavam amarrados em um rabo de cavalo alto, os olhos azuis brilhavam frios, mas as sardas que pontilhavam seu rosto pálido pareciam torná-lo mais vulnerável que sua postura queria dizer.

— O senhor não dá um ponto sem nó tio – disse ele.

— Tá certo Owen – Andrew olhou sério para o rapaz – Eu sempre gostei do seu modo direto e sem rodeios. Quero chegar até Taurinis e essa banheira velha parece que vai despedaçar, preciso de uma carona.

— Banheira velha? – Kalem ficou vermelha e trincou os dentes – Você ainda me paga idiota.

— Tio o senhor fugiu?

— Não – Andrew olhou as unhas – Deixei um bilhete para Tiol dizendo que ia buscar o meu filho.

Owen deu um suspiro dramático.

— O senhor fugiu e tenho certeza que tio Tiol vai por metade da galáxia atrás de você!

— Por isso mesmo eu preciso de sua ajuda – Andrew deu seu melhor sorriso – Uma hora dessas eles devem saber que aluguei a nave saltadora, mas não vão saber se você me der carona.

— Como sabia que eu fico aqui?

— Como conseguiu a nave?

— O senhor tem um espião aqui dentro, não é?

— Acha mesmo que eu ia deixar o meu sobrinho sozinho galáxia a fora? Lamento Owen, mas eu amo vocês, mesmo que tenha pais como Frey e Gwidion, apesar deles terem melhorados de uns tempos para cá.

— Ta bom tio, vamos conversar aqui dentro. Vou puxar a nave para atracar dentro da Esperanto.

— Obrigado.

Owen desligou balançando a cabeça.

— Foi por isso que você quis parar aqui! – Kalem estava a ponto de matar Andrew e Sindria não ia fazer nada para impedir.

— Desculpem – Andrew estava sério olhando as duas por cima dos dedos cruzados à sua frente – Mas eu preciso chegar até Taurinis e não podia me dar o luxo da Patrulha nos parar em algum lugar e isso ia acontecer mais cedo ou mais tarde. Com a nave de Owen isso vai ficar um pouco mais difícil.

— Mas eles são piratas! – Sindria disse olhando interrogativa para eles.

— Não, não são. A nave é um velho despojo que comprei bem barato. Na região de Procyon o símbolo dos piratas não diz muito. Owen é um comerciante de minérios daquela região.

— Já ouvi falar de Procyon – disse Sindria pensativa – É uma área da galáxia, perto do centro onde os humanos colonizaram a quinhentos anos, tão velho que é emancipado, mas eles não são considerados humanos interiores por serem mestiços.

— Isso mesmo. A região de Procyon tem cerca de trinta sistemas planetários habitados por um povo de cabelos vermelhos e pele marrom. Eles são a miscigenação com uma raça que vivia em um dos sistemas. São comerciantes natos, mas não tem aptidão para a guerra. Não pertencem a nem uma federação por isso são alvos fáceis para qualquer raça. Com isso contratam serviços de outros para proteger os seus sistemas e Owen tem uma nave que, alem de transportar minérios é boa na arte da guerra e ele também é bom nisso.

— Obrigada pela aula de história – disse Kalem ácida – Mas já que a sua carona veio pode dando o fora da minha nave e me pagando!

— Lamento Kalem, mas você tem que vir comigo. Não posso me dar o luxo de vocês sendo pegas por Tiol antes de conversar com ele. Meu marido não pensa direito quando está de cabeça quente.

— Mas nem fodendo! – gritou a outra vermelha – Isso é seqüestro e vou dar parte de você na federação da Terra!

— Ainda vão ter o pagamento, mas em Taurinis.

— Sindria não podemos deixar isso! – Kalem virou-se para a esposa que olhava fixamente para Andrew.

— Calma Kalem – ela segurou a mão da outra com carinho – Ele está certo. Se ficarmos voando pela galáxia vão nos descobrir e ai passaremos bastante tempo em uma sala de interrogatório por ai, afinal estamos diante de um príncipe aurifense.

— Isso!

— Ei! – gritou o outro – Eu não sou “isso”!

— Andrew Tha Gaol, marido de Tiol, irmão do imperador de Aurifen e uma lenda na galáxia. De escravo a príncipe.

— Assim você me deixa sem graça.

— Já ouvi isso – Kalem fez cara feia – Uns anos atrás quando ainda vivia na Terra, os jornais fizeram o maios alarido e os humanos interiores ti odeiam – havia uma nota de satisfação na voz dela – Você acabou com seu comercio de escravos e colocou a Terra contra eles.

— Isso sim me deixa feliz – disse Andrew sorrindo ao lembrar-se de como conseguira com poder e influencia fazer os humanos interiores pagarem pelo que faziam aos seus os vendendo com escravos – Nunca pensei duas vezes em fazê-lo pelo bem da população pobre dos humanos interiores.

— Eu admiro você pelo que fez – disse Sindria – Meu avô foi um escravo resgatado pela força espacial da Terra há muito tempo. Ainda lembro do que ele falava conosco sobre a crueldade dos seus donos.

— Ele é uma gracinha – disse Kalem cheia de ciúmes de novo – Mas voltemos ao tempo presente e com o problema que essa merda colocou em cima de nós. Eu não seqüestrei ninguém! Eu estou sendo paga para ir de um ponto ao outro na galáxia e é bom que isso fique claro para todos, seu principezinho de merda, porque não quero ir presa ou ter a minha licença caçada!

— Baixa a crista Kalem – disse Andrew ficando irritado com a outra – Eu vou conversar pessoalmente com todos quando chegarmos à Taurinis e tenho certeza que nada vai acontecer.

Kalem bufou para ele, mas Sindria acenou com a cabeça concordando. Confiaria no príncipe aurifense para isso.

A nave teve um solavanco e logo estava sendo puxada para dentro do grande hangar da nave redonda.

~~***~~

Tiol estava olhando fixamente para a parede a sua frente. Seus pensamentos erráticos iam e vinham e ele tentava se concentrar em qualquer coisa menos no que acontecia com ele.

Perguntou-se como o seu papa havia sobrevivido ao cativeiro, mas ele conhecia Andrew o suficiente para saber que ele deveria ter se alimentado da raiva e de sua determinação, duas coisas que faltavam a ele, se bem que a raiva estava ali dentro dele, borbulhando a ponto de explodir de um modo como ele nunca julgava capaz.

Queria matar Kafen do modo mais cruel possível, fazê-lo pagar por toda dor e humilhação que ele estava passando.

— Está pensando demais – disse Gael na cama perto dele sentado encolhido de encontro ao encosto da cama.

— É o que faço de melhor ao que parece.

— Vai começar a sentir pena de si mesmo?

— Lamento que isso fira a sua grande sensibilidade humano, mas saiba que cada raça reage de um modo as coisas.

— Não acho que a sua raça se encolha em uma canto e fique remoendo as dores passadas.

— Não, ela não faz, mas se você tem as respostas Gael me diga o que faço agora? – olhou para o rapaz humano – Devo deixar tudo isso para trás?

— Acha que brigar comigo quando deveria estar brigando com Kafen vai mudar algo? Parece que você está com medo de se mostrar. O que você tem sob a pela aurifense?

— Eu não sei humano, nunca deixei sair. Você conhece as borboletas do seu mundo não?

— Claro – Gael não estava entendendo onde ele queria chegar.

— Bem é assim que eu me sinto. Acho que quando eu trocar de pele deixe de ser eu mesmo para me tornar algo como as pessoas que provocaram a guerra no meu mundo, que no fundo sou tão irracional como alguns aurifenses.

— Bem, não vai saber se não tentar, não é? E se não gostar do que se tornou mude, recomece. Afinal você não é nem uma borboleta que não possa tirar algo que ti desagrade.

— Porque começamos com essa filosofia toda?

— Porque estamos perdidos nesse bendito mundo nas mãos de um louco e tentando achar um modo de fugir.

— Já pensou em todas as variáveis?

— Já, e sabe o que mais? Não achei saída.

— Bem eu acredito em algo – gemendo de dor ele sentou olhando Gael – Meu papa e meu pai não vão acreditar seja no que for que contarem a eles em Nébula. Aurifenses tem uma ligação forte com suas crias, sabem quando elas morrem.

— Eu não acredito nessas coisas. Um pai pode ter uma ligação de afeto com seu filho, mas saber se ele está vivo ou morto por milhares de anos luz? Isso é loucura!

— Você é ateu Gael?

— O que isso vem ao caso?

— Poucas raças no universo têm membros sem religião e a raça humana é uma delas. O problema com elas é que estão preocupadas demais em entender o mundo através das ciências empíricas que esquecem que há outro lado, inexplicável.

— Inexplicável?! – Gael riu debochado – Basta colocar uma equação no lugar certo que tudo se resolve. Deuses, Deus, Deusa é apenas uma forma de enganação, uma maneira de controlar as mentes fracas.

— É a sua opinião e eu respeito ela, só acho que as pessoas crentes não tem a mente fraca, como você diz. É preciso ser muito forte para ter fé, para acreditar naquilo que não pode ser provado.

— Você é algum tipo de pastor ou algo assim? – perguntou Gael com nojo na voz.

— Pastor? – Itieu não entendia o que o humano queria dizer – Como um trabalhador de fazenda?

— Não! Como um maldito pregador que fica falando que você morrer no fogo do inferno pelos seus pecados.

— Acredito que você está falando de um sacerdote da religião ou o equivalente no seu mundo. Parece que eles são bem violentos nas suas pregações – ele riu – Eu me lembro de quando Andrew me levou para ver o templo da Deusa de Aurifen. Eu nunca tinha participado de nem uma religião e estava muito alegre por ir com meu papa. Ele mesmo ficou ali olhando para o nosso templo perguntando onde estavam as cruzes e estatuetas. Precisou muito para o cabeça dura entender que em Aurifen os templos são apenas um caminho facilitador para entrarmos em contato com o nosso lado místico. Não temos estatuas de deuses, mas alguns símbolos que tatuamos na pele – ele levantou a blusa folgada que usava mostrando a pele contundida, mas havia uma tatuagem ali, dois círculos circunscritos – Esse é o símbolo da família em Aurifen e naquele dia eu pedi para que fosse tatuado em mim. Claro que o Andrew conseguiu tatuar nele o mais extravagante que achou. Íamos sempre aos templos com a nossa família e eram dias maravilhosos que estávamos todos juntos.

— Que imagem pitoresca – resmungou Gael – Pra mim isso são bobagens! Meu pai está morrendo na Terra por uma doença sem cura e o que Deus fez para ele? Nada! Esse seu Deus deve é estar achando hilário o meu desespero.

Itieu olhou para o humano vendo toda a dor dentro daqueles olhos negros, mas antes que falasse algo à porta abril e Raqsa entrou com algumas roupas nos braços.

— Ola! – ele sorriu para os dois – Vejo que estão melhores.

— Melhor? – Itieu virou-se cheio de raiva para o outro – Eu nunca mais vou melhorar Raqsa, não depois de todas as perversões que fizeram comigo!

— Eu sinto tanto – o rapaz sentou na cama de Itieu e fez um carinho em seus cabelos – Ele nunca fez isso. Acredite ou não Itieu ele era a esperança do nosso povo, era a esperança de mudança e de liberdade. Dói pensar que ele não é um herói, ele é como todos nós. Também erra também se corrompe.

— O que são essas roupas? – Gael contorcia o rosto olhando para o tecido diáfano e transparente.

— O príncipe vai apresentar vocês à sociedade essa noite. Ele mesmo mandou as vestimentas e as jóias. Se querem um conselho não façam mais nada que o aborreça, castigos físicos nessas festas são um tipo de atração.

— Pois ele vai ter que vir aqui e me arrastar! – gritou Gael levantando e mancando até a janela – Ou ele me mata de uma vez por todas!

— Ele não vai te matar Gael, mas você vai querer que estivesse morto. Nossas torturas são para ferir, não para o prazer. Ele pode dá-lo de presente ao convidado mais pervertido da sala para o seu uso por uma noite e pode fazer muito pior.

— Você vai aceitar isso? – Gael gritava para Itieu.

— Acha que eu quero algo assim depois de ter sido estuprado por horas e horas Gael? Não, mas Kafen é um doido. Torturar pode ser algo de menos com ele. Está pronto para morrer aos poucos nas mãos de um sádico? Eu quero viver e me vingar de Kafen.

Gael olhou para Itieu e balançou a cabeça. Ele também queria viver.

~~***~~

A sala de banquetes do castelo estava toda decorada com bandeiras das famílias mais ricas de Ghalib. Era comum isso acontecer em festas oficiais e assim homenagear aqueles que se destacavam na sociedade.

As’ah estava sentado perto do Príncipe Guerreiro esfregando-se nesse enquanto Kafen bebia copo após copo de bebida alcoólica. O escravo estava apenas vestindo suas melhores jóias que adornavam seu peito, pulsos e pênis que tilintavam quando ele se mexia.

— Vejo que continua com os mais lindos escravos Kafen – o conde Meknes disse olhando ávido para As’ah.

O escravo odiava o conde. O homem tinha os piores gostos que ele já ouvira falar, alem disso era um homem feio e barbado e ele odiava barbas, ainda bem que seu dono não compartilhava...

— Gostaria de ficar um pouco com ele Meknes? – disse Kafen com a voz fria.

— Mas é claro – olhou As’ah que tinha os olhos azuis cheios de desprezo.

— Mas mestre...

— Não ouviu o que eu disse As’ah – gritou Kafen – Vá!

Vermelho de raiva ele foi até o conde que o arrastou para um grupo de poltronas onde alguns convidados já tinham relações com seus escravos. Homens e mulheres gemendo e gozando.

Meknes sentou e mandou o outro ajoelhar entre as suas pernas.

— Chupe escravo e se usar os dentes arranco sangue de você.

Com nojo As’ah abril o zíper da calça do outro e puxou um grande pênis ainda mole e começou a trabalhar chupando e sugando sabendo o quanto o maldito homem era frio, mas não teve sucesso e o membro do outro continuava mole.

— Incompetente! – o conde deu-lhe um tapa fazendo cair sentado.

Empurrou As’ah de quatro e tateou seu ânus e começou a empurrar os dedos dentro dele sem nem mesmo lubrificante e o escravo gemia de dor tentando se afastar do agarre forte do outro.

— Bom – Meknes lambeu os lábios ao ver a dor do outro e empurrou com mais força a mão dentro do escravo fazendo gritar de dor.

— Isso me deixa excitado – gemia um duque ali perto que penetrava com força dentro de sua escrava mesmo que ela já tivesse um grande aparato de borracha dura dentro dela.

A moça chorava de dor.

— Bem podemos trocar. Sua escrava parece que tem um bom limiar à dor.

— Me de ele. Quero foder essa bunda gostosa.

Meknes retirou a mão com força de dentro de As’ah que quase desmaiou de alivio, mas logo foi arrastado pelos cabelos e jogado para o duque que o empurrou sentado o penetrando sem aviso.

O conde jogara a mulher no chão e enfiava a mão em sua vagina enquanto empurrava com força à longa aste de borracha dentro do ânus dela.

O duque por sua vez fazia As’ah cavalgar nele de forma intensa e com força enquanto puxava as jóias de seu pênis e bolas quase a ponto de cortá-los. O escravo estava quase sem voz de gritar e sem forças de sair dali.

O duque gozou dentro dele com um resmungo, mas não foi o fim de seu tormento. Foi empurrado para outros que estavam nos sofás aproveitando o escravo do príncipe disponível.

Meknes havia gozado sem nem mesmo penetrar a escrava, só de ver a dor dela e de As’ah fora o suficiente para ele deixar o esperma sujar o chão.

Kafen nem mesmo percebia tudo isso. Ele estava mais preocupado com os avisos que seu serviço secreto dera a ele sobre uma revolução.

Ele não podia acreditar que isso era verdade. Ele fizera de tudo para aquele povo para agora ter esse pagamento? Tentara dar direitos aos submissos e dar alguma chance de liberdade aos escravos mais velhos, alem de tudo fizera os gostos de muita gente passando por cima das leis e agora queriam depô-lo? Isso só podia ser um engano.

Uma comoção na porta chamou a sua atenção e todas as suas preocupações foram varridas pela visão de suas dois novos escravos entrando no salão.

~~***~~

Owen estava no hangar quando Andrew saiu da nave correndo e dando um grande abraço no sobrinho.

— Garoto estava com saudades.

— Tio meus pais sabem disso?

— Disso o que? De que você vive perdido em um canto remoto da galáxia? Que fornece serviços de mercenários por ai? Que nas suas horas vagas é um comerciante? Não!

— Não vai me dizer que é o espião dentro da nave, não é?

— Não mesmo sobrinho – os olhos de Andrew brilhavam – Achava mesmo que conseguiria sair de Aurifen e mesmo da Federação tão fácil e sem ser localizado?

— O senhor armou tudo.

— Foi – Andrew não estava nem um pouco envergonhado – Mas não vem ao caso agora. Vamos o mais rápido possível para Taurinis.

— E quem disse que eu ia ti ajudar tio? – Owen cruzou os braços de forma teimosa.

— Você vai me ajudar – os olhos do outro tinham uma frieza e uma determinação que Owen só lembrava de ter visto em tempos de guerra – E assim quem tudo isso tiver terminado vai entrar em contato com seus pais. Acho que já teve tempo demais para pensar em por seus ideias no lugar – ele começou a andar, mas se voltou para ele que engoliu em seco – Vamos Owen, eu não tenho tempo a perder!